Ela é defensora de uma nova maneira de encarar a comida. O plano alimentar proposto em seu livro é de 32 dias. Nesse período, a pessoa calcula pontos na escala CARO, que é a capacidade de absorção dos radicais do oxigênio. O plano sugere que nos primeiros quatro dias a pessoa consuma 50 mil CAROs e nos outros seguintes, 30 mil. O cálculo de CARO é baseado
em alimentos com altos níveis de antioxidantes que neutralizam
os efeitos da oxidação no organismo e a produção
de radicais livres. A presença de mais antioxidantes no organismo,
segundo Keri, faz uma caça aos radicais livres, responsáveis
pelo envelhecimento das células, perda de memória e até
câncer. |
Embora ela não sugira uma dieta rígida, com cardápio diário, é claro que moderar no tamanho do prato continua sendo fundamental, assim como se alimentar a cada três horas. A novidade fica mesmo por conta da inclusão de até 10 vezes mais alimentos antioxidantes que o recomendado por especialistas no assunto.
A promessa de Keri com a The O2 Diet? Emagrecer até 1 quilo por semana!
Sugestões de alimentos com altos índices de CARO:
Mirtilo: 9,7 mil pontos em 1 xícara de chá
Alcachofra: 7,9 mil pontos por unidade
Feijão: 7,8 mil pontos em meia xícara
Canela: 7 mil pontos em 1 colher de chá
Chocolate amargo: 5,9 mil pontos por 30 gramas
Ameixa fresca: 4,1 mil pontos em 1 unidade
Limão: 3,2 mil pontos por 30 ml de suco
Figo: 2,7 mil pontos em duas unidades
Toranja: 1,9 mil pontos por meia unidade
Ameixa seca: 1,9 mil pontos por três unidades
Melancia: 200 pontos em uma xícara
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| Ganhar força e massa muscular é o objetivo de muitos atletas e não só deles. O empresário Gustavo Braga malha uma hora e meia por dia e antes toma creatina. Faz uso da substância há oito anos. “Eu sinto aumento de força, mais disposição para os exercícios e consequente aumento das cargas e sinto menos cansaço também. A musculatura cresce bastante também”, justifica o empresário. O nosso corpo produz naturalmente creatina no fígado,
rins e pâncreas. É uma proteína, uma fonte de
energia que facilita a contração muscular. Altas dosagens
aceleram o crescimento do músculo. |
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alimentar, sem receita, era proibida, assim como a cafeína, estimulante que diminui a sensação de cansaço e ajuda na queima de gordura. Agora a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou a venda desses dois produtos como suplemento para atletas, mas já eram usados por muita gente que frequenta academias.
“Era proibido. As pessoas compravam lá fora ou na internet, uma vez que aqui não vendia até a liberação da Anvisa”, conta o coordenador de musculação Diego Rouchinol.
O uso é comum, mas os médicos, nutricionistas e os profissionais de educação física alertam: a eficácia dessas substâncias está diretamente relacionada à prática de exercícios, que deve ser regular e intensa. Atividades que exijam força, como a musculação.
“Nunca usei, porque retém líquido e
dá a impressão de que engorda, incha. Eu estou aqui para secar
e não para inchar”, fala a estudante Julia Guimarães.
A creatina faz reter líquido e por isso não é indicada
para quem não quer ganhar peso, mesmo que seja um ganho de massa
magra e não de gordura. Existem dosagens adequadas para quem decide
ingerir a substância.
“Nunca tomei porque tive hepatite A e tenho cálculo renal, ouvi que não é seguro, parece que força um pouco trabalho do rim, do fígado”, diz o arquiteto Maurício Rebello.
Maurício fez bem. Segundo os médicos, pacientes hepáticos ou renais não devem usar a creatina. Ela vai sobrecarregar o fígado, já debilitado e também os rins. O excesso pode levar a uma insuficiência renal.
O uso da cafeína também não pode ser feito sem prescrição de um especialista. Por ser um estimulante, não é indicado para quem tem problemas de coração e pressão alta. Também pode provocar insônia e muita ansiedade.
“Quando o uso é inadequado, não se usa
uma dosagem específica por quilo e por dia, o resultado ou pode ficar
aquém do esperado ou pode trazer complicações para
a saúde”, alerta a médica Regina Mestre.
A administradora de empresas Laís Santos toma creatina e cafeína
receitadas por um médico e mostra bastante energia para quem já
passou dos 50: “Me sinto super disposta, ganhei massa, malho de três
a quatro horas por dia, todos os dias, corro, faço spinning, danço”.
Com essa resolução da Anvisa, barras de proteína,
repositores energéticos, isotônicos e outros suplementos também
passam a ser liberados apenas para atletas. Os fabricantes têm 18
meses para se adaptar à nova regulamentação e mudar
os rótulos, onde deverá estar escrito: "Este produto
não substitui uma alimentação equilibrada e seu consumo
deve ser orientado por nutricionista ou médico".
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