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Dieta do oxigênio é a nova promessa
Fonte: wp.clicrbs.com.br - 11 de abril de 2010

A nutricionista norte-americana Keri Glassman, autora do livro The O2 Diet (ainda sem tradução no Brasil), diz que quando o assunto é dieta temos feito a conta errada. Ela afirma que é possível se manter saudável e até emagrecer sem contar calorias, apenas escolhendo os alimentos adequados.

Ela é defensora de uma nova maneira de encarar a comida. O plano alimentar proposto em seu livro é de 32 dias. Nesse período, a pessoa calcula pontos na escala CARO, que é a capacidade de absorção dos radicais do oxigênio. O plano sugere que nos primeiros quatro dias a pessoa consuma 50 mil CAROs e nos outros seguintes, 30 mil.

O cálculo de CARO é baseado em alimentos com altos níveis de antioxidantes que neutralizam os efeitos da oxidação no organismo e a produção de radicais livres. A presença de mais antioxidantes no organismo, segundo Keri, faz uma caça aos radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento das células, perda de memória e até câncer.

As comidas que estão no topo da lista de “pontos”

incluem as frutas vermelhas, como mirtilo e também alcachofra e feijão.

Embora ela não sugira uma dieta rígida, com cardápio diário, é claro que moderar no tamanho do prato continua sendo fundamental, assim como se alimentar a cada três horas. A novidade fica mesmo por conta da inclusão de até 10 vezes mais alimentos antioxidantes que o recomendado por especialistas no assunto.

A promessa de Keri com a The O2 Diet? Emagrecer até 1 quilo por semana!

Sugestões de alimentos com altos índices de CARO:

Mirtilo: 9,7 mil pontos em 1 xícara de chá
Alcachofra: 7,9 mil pontos por unidade
Feijão: 7,8 mil pontos em meia xícara
Canela: 7 mil pontos em 1 colher de chá
Chocolate amargo: 5,9 mil pontos por 30 gramas
Ameixa fresca: 4,1 mil pontos em 1 unidade
Limão: 3,2 mil pontos por 30 ml de suco
Figo: 2,7 mil pontos em duas unidades
Toranja: 1,9 mil pontos por meia unidade
Ameixa seca: 1,9 mil pontos por três unidades
Melancia: 200 pontos em uma xícara
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Anvisa libera venda, sem receita, de creatina e cafeína
Desde 2005, a venda dessas substâncias, sem receita, era proibida. Porém, consumo deve ser feito com vigilância de um médico ou nutricionista.
Fonte: Globo.com/G1 - 04/05/2010


Para ter o corpo perfeito, muita gente usa substâncias que podem fazer mal à saúde. Agora, dois produtos que tinham a venda proibida, sem receita médica, estão liberados como suplemento alimentar, mas apenas para atletas. Atenção: nada de consumir creatina e cafeína sem a orientação de um médico ou nutricionista.

Ganhar força e massa muscular é o objetivo de muitos atletas e não só deles. O empresário Gustavo Braga malha uma hora e meia por dia e antes toma creatina. Faz uso da substância há oito anos.

“Eu sinto aumento de força, mais disposição para os exercícios e consequente aumento das cargas e sinto menos cansaço também. A musculatura cresce bastante também”, justifica o empresário.

O nosso corpo produz naturalmente creatina no fígado, rins e pâncreas. É uma proteína, uma fonte de energia que facilita a contração muscular. Altas dosagens aceleram o crescimento do músculo.

Desde 2005, a venda dessa substância como suplemento

alimentar, sem receita, era proibida, assim como a cafeína, estimulante que diminui a sensação de cansaço e ajuda na queima de gordura. Agora a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou a venda desses dois produtos como suplemento para atletas, mas já eram usados por muita gente que frequenta academias.

“Era proibido. As pessoas compravam lá fora ou na internet, uma vez que aqui não vendia até a liberação da Anvisa”, conta o coordenador de musculação Diego Rouchinol.

O uso é comum, mas os médicos, nutricionistas e os profissionais de educação física alertam: a eficácia dessas substâncias está diretamente relacionada à prática de exercícios, que deve ser regular e intensa. Atividades que exijam força, como a musculação.

“Nunca usei, porque retém líquido e dá a impressão de que engorda, incha. Eu estou aqui para secar e não para inchar”, fala a estudante Julia Guimarães.
A creatina faz reter líquido e por isso não é indicada para quem não quer ganhar peso, mesmo que seja um ganho de massa magra e não de gordura. Existem dosagens adequadas para quem decide ingerir a substância.

“Nunca tomei porque tive hepatite A e tenho cálculo renal, ouvi que não é seguro, parece que força um pouco trabalho do rim, do fígado”, diz o arquiteto Maurício Rebello.

Maurício fez bem. Segundo os médicos, pacientes hepáticos ou renais não devem usar a creatina. Ela vai sobrecarregar o fígado, já debilitado e também os rins. O excesso pode levar a uma insuficiência renal.

O uso da cafeína também não pode ser feito sem prescrição de um especialista. Por ser um estimulante, não é indicado para quem tem problemas de coração e pressão alta. Também pode provocar insônia e muita ansiedade.

“Quando o uso é inadequado, não se usa uma dosagem específica por quilo e por dia, o resultado ou pode ficar aquém do esperado ou pode trazer complicações para a saúde”, alerta a médica Regina Mestre.
A administradora de empresas Laís Santos toma creatina e cafeína receitadas por um médico e mostra bastante energia para quem já passou dos 50: “Me sinto super disposta, ganhei massa, malho de três a quatro horas por dia, todos os dias, corro, faço spinning, danço”.

Com essa resolução da Anvisa, barras de proteína, repositores energéticos, isotônicos e outros suplementos também passam a ser liberados apenas para atletas. Os fabricantes têm 18 meses para se adaptar à nova regulamentação e mudar os rótulos, onde deverá estar escrito: "Este produto não substitui uma alimentação equilibrada e seu consumo deve ser orientado por nutricionista ou médico".
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